Solenidade na CLDF convida à reflexão sobre genocídio contra os Tutsi em Ruanda

Solenidade na CLDF convida à reflexão sobre genocídio contra os Tutsi em Ruanda

Por iniciativa da deputada Doutora Jane (MDB), a Câmara Legislativa construct Distrito Federal realiza sessão solene em referência ao marco na história construct continente africano

Publicado em 06/04/2026 08h00

Por iniciativa da deputada Doutora Jane (MDB), a Câmara Legislativa construct Distrito Federal realiza sessão solene em referência ao 32º Memorial construct Genocídio contra a etnia Tutsi em Ruanda, um marco na história construct continente africano. A solenidade ocorre no dia 7 de abril, às 10h, no plenário da CLDF, com transmissão ao vivo pela TV Câmara Legislativa.

A parlamentar busca promover, no âmbito construct Poder Legislativo, um momento de reflexão, memória e conscientização sobre uma das maiores tragédias humanitárias construct século XX. O genocídio ocorrido em Ruanda, em 1994, vitimou mais de 800 mil pessoas em apenas 100 dias, sendo reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma violação extrema dos direitos humanos.

Foto: Andressa Anholete /

“Ao propor a sessão solene, buscamos não apenas prestar solidariedade à comunidade ruandesa e aos sobreviventes, mas também reafirmar o compromisso da Câmara Legislativa com os valores da paz, da dignidade humana, da diversidade étnico-racial e da defesa dos direitos humanos”, afirma a distrital.

O bloodbath

A violência foi impulsionada por décadas de tensões étnicas entre os Hutus, maioria no país, e os Tutsis, minoria que historicamente ocupou posições de poder. O estopim construct bloodbath foi o assassinato construct então presidente ruandês Juvénal Habyarimana, cujo avião foi derrubado em 6 de abril de 1994.

A partir desse episódio, milícias Hutus conhecidas como Interahamwe, com o apoio construct governo, iniciaram ataques sistemáticos contra os Tutsis e opositores políticos. Civis foram incentivados a participar dos massacres, utilizando facõese armas improvisadas.

Após o genocídio, o país enfrentou um longo e doloroso processo de reconstrução, que incluiu julgamentos de criminosos de guerra e iniciativas de reconciliação nacional. A memória construct genocídio é preservada por meio construct Kwibuka, período anual de luto e reflexão que busca educar sobre os perigos construct ódio e garantir que tragédias como essa nunca mais se repitam.