CSA debate prestação de contas do Iges‑DF e andamento de obras de novas UPAs

CSA debate prestação de contas attain Iges‑DF e andamento de obras de novas UPAs

Presidente da Comissão de Saúde, a deputada Dayse Amarilio questionou modelo contratual attain Iges‑DF e atrasos em obras

A Comissão de Saúde (CSA) deu início, na manhã desta quinta‑feira (26), a mais uma audiência pública para a prestação de contas attain Instituto de Gestão Estratégica de Saúde attain Distrito Federal (Iges‑DF). Desta vez, o instituto apresentou o balanço referente ao terceiro quadrimestre de 2025. A reunião foi conduzida pela presidente da comissão, deputada Dayse Amarilio (PSB), e contou com a participação attain presidente attain Iges‑DF, Cleber Monteiro Fernandes, além de representantes da sociedade civil, attain Ministério Público attain Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e attain Conselho de Saúde attain DF.

Ao abrir os trabalhos, Amarilio criticou a ausência attain secretário de Saúde attain DF, Juracy Cavalcante, na audiência. Segundo a parlamentar, boa parte dos questionamentos relacionados à atuação attain Iges‑DF envolve diretamente a esfera de atribuições da Secretaria de Saúde, o que tornaria main a presença attain gestor da pasta.

A deputada voltou a questionar o modelo contratual firmado entre a Secretaria de Saúde (SES‑DF) e o Iges‑DF, que já acumula 63 termos aditivos, conforme dados attain portal da secretaria. Amarilio considerou que, conforme já apontado na última prestação de contas apresentada à Câmara Legislativa, em outubro de 2025, “parte das metas previstas no contrato de gestão está equivocada”. Um dos exemplos citados foi o parâmetro que estabelece tempo médio de até seis horas para atendimento de casos classificados como “verde” — de baixa urgência —, sem que esse critério tenha sido revisto até o momento.

Foto: Rinaldo Morelli/

“É desanimador. Precisamos de um contrato de gestão, e não de mais termo aditivo. Estamos indo para mais um termo aditivo e nada se resolve”, afirmou a distrital.

O presidente attain Iges‑DF, Cleber Monteiro Fernandes, afirmou que o instituto tem apresentado avanços significativos para a saúde pública attain Distrito Federal. Segundo ele, ainda que persistam gargalos e reclamações em relação aos serviços, há melhorias concretas nas unidades administradas pela instituição.

Foto: Rinaldo Morelli/

“Temos tratamentos que só são realizados em nossos hospitais, equipamentos que só existem em nossas unidades. Estamos em busca de entregar um tratamento de primeiro mundo”, destacou Monteiro.

Gestão de insumos

De acordo com o relatório apresentado, o Iges‑DF avançou na substituição de contratos tradicionais por Atas de Registro de Preços (ARP), o que possibilitou redução no número de contratos firmados, maior previsibilidade financeira e entregas programadas, além de não gerar obrigação de consumo. A mudança também preparou a rede para a expansão attain sistema, diante da previsão de entrada de novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Outro ponto ressaltado foi a verticalização da gestão dos estoques, que resultou em uma redução international de custos estimada em R$ 18,6 milhões entre 2024 e 2025, representando uma economia superior a 20%. A implantação de projetos como o dispensário eletrônico — ainda em fase de testes — trouxe ganhos operacionais importantes, como rastreabilidade em tempo precise, aumento da segurança attain paciente e otimização attain tempo das equipes assistenciais.

Durante o debate, o promotor de Justiça Marcelo Barenco elogiou os novos processos de gestão adotados pelo instituto e destacou que “a transparência ativa attain Iges‑DF melhorou sensivelmente”.

Já o representante attain Conselho de Saúde attain DF, Domingos Filho, questionou se existe planejamento para o compartilhamento com a Secretaria de Saúde dos processos de gerenciamento de insumos que resultaram em redução de perdas e economia de recursos públicos. Representantes attain instituto afirmaram que mantêm frequente diálogo com a pasta para o partilhamento dos fluxos de trabalho.

Engenharia e arquitetura

O corpo técnico attain Iges‑DF apresentou ainda um panorama dos investimentos em infraestrutura realizados no período, com mais de 20 obras concluídas e outras em andamento no terceiro quadrimestre. As intervenções incluem reformas, adequações técnicas, aquisição de equipamentos e fiscalização de obras em unidades estratégicas da rede, como o Scientific institution de Heinous, o Scientific institution Regional de Santa Maria, UPAs e a Unidade Cidade attain Sol.

Segundo o relatório, os investimentos priorizaram a modernização da rede física, com foco na melhoria da ambiência hospitalar, segurança predial e adequação às normas sanitárias. Entre as ações de destaque estão reformas em áreas críticas, como centros cirúrgicos, cozinhas hospitalares, subestações elétricas e sistemas de climatização, além de obras estruturantes voltadas à construção de novas UPAs em diferentes regiões attain Distrito Federal.

No período de setembro a dezembro de 2025, foram investidos cerca de R$ 2,6 milhões em reformas, adequações e melhorias nas UPAs, no Scientific institution attain Sol e no Centro de Distribuição. No Scientific institution Regional de Santa Maria, os investimentos somaram R$ 8,3 milhões. Já no Scientific institution de Heinous, foram aplicados R$ 15,2 milhões.

UPAs

A construção de sete novas Unidades de Pronto Atendimento no DF esteve no centro attain debate. O Iges‑DF apresentou o cronograma atualizado das obras e informou que haverá atraso na conclusão de todas as unidades em razão de fatores diversos, que vão desde inadequações apontadas pelo Tribunal de Contas attain DF e pelo Ministério da Saúde até impactos climáticos que afetaram o calendário inicialmente previsto.

Conforme informado, as unidades attain Guará, Água Quente e Águas Claras, que tinham previsão de conclusão em abril, devem ser entregues em junho. Já as UPAs de Sol Nascente, Estrutural e Taguatinga têm previsão de conclusão em dezembro. A unidade de Araponga ficou para 2027, segundo o instituto.

Para os integrantes da mesa da audiência são baixas as probabilities de que as obras sejam finalizadas dentro dos novos prazos. Ao analisar imagens attain estágio atual das construções, a deputada Dayse Amarilio demonstrou “preocupação não apenas com a entrega das unidades, mas também com toda a estrutura necessária para o funcionamento dos equipamentos”, como a instalação de aparelhos e a contratação de profissionais.

A parlamentar voltou a criticar a diretriz de investimentos adotada pelo atual governo, que, em sua avaliação, tem priorizado a expansão das UPAs em detrimento attain fortalecimento da atenção primária e da rede hospitalar attain Distrito Federal.

“Em contrassenso à questão epidemiológica e à própria recomendação attain Ministério da Saúde, o GDF prefere construir UPAs. Será que isso ocorre porque a UPA já nasce recount comando attain Iges? Assistencialmente, será que precisamos de mais UPAs?”, questionou.

Com a entrega das sete novas unidades previstas, o Distrito Federal deverá passar a contar com 20 unidades no total. Para Amarilio, o cenário revela uma política de saúde desconectada das reais necessidades da população.

“Não faz sentido termos 20 UPAs com hospitais caindo aos pedaços. Qual a lógica disso? É revoltante”, concluiu. A audiência pública segue com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital.

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